segunda-feira, 4 de maio de 2009

Descobertas

Eu descobri que as vezes temos tudo, família, amigos, amor, mas mesmo assim nos sentimos extremamente sozinhos, com uma saudade do que ainda não veio, e que parece que nunca chegará. Será isto uma doença ou algo do tipo?
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Eu descobri que as vezes temos nada, e não poderíamos ser mais felizes. Será isto uma virtude?
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Eu descobri que as vezes estamos com todos que amamos, e tudo que queríamos era um punhado de solidão. Que diabos é isto?
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Eu descobri que as vezes quando conseguimos o que queremos, o que parecia ideal, percebemos que nem tudo é tão ideal quanto parece. Que as vezes o que parece enterrado só está mascaradamente afundado em um monte de motivos para esquecimentos, e o que construirmos encima disto tende a ruir. Sabe como é? Vai afundar, por mais que o alicerce seja da melhor qualidade, por mais que as intenções sejam totalmente boas. Vai ruir tudo que se construir encima. Uma hora ou outra. E nada tu poderá fazer. E isto não tem nome, não é doença, nem virtude. É obra do destino. Dele e tua.
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Então, destino, tá pra ti resolver certeiras futuras pendengas, porque desta história eu já me cansei faz tempo.
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É. Eu atirei a toalha. Então pego minha bebida qualquer e espero. E cruzo os dedos para que se trate de um futuro bom.
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"Abre os teus armários, eu estou a te esperar..."

2 comentários:

Dani Cavalcanti disse...

Nossa..saudade das tuas palavras que sempre traduzem de jeito tão bonito os sentimentos..e fazem nossa incertezas parecerem menos pesadas..

bjaoo

Mayra disse...

Olá, achei o teu blog por um caso feliz do destino ^.^ (estava pesquisando cartazes do filme ...E o vento levou)...aliás esse teu post é de 03/12/07 =P...snif, snif, eu nem terminei de assistir o filme (que é dividido em 2 dvds) e tu contou o final :'(...aliás, vou assisti-lo daqui a pouco...não acredito que o Butler fez isso com a Scarlet :O...sei lá, acho que no fim ela pagou por tudo o que já fez à outros homens :/

Bem, sobre o seu post recente, adorei a maneira como você escreveu o texto. E também sinto o que você sente. Isso dessa insatisfação em contrapartida de se ter aparentemente “tudo”.
E sei como é difícil esquecer...alguém que se foi, ou algo que te marcou de alguma maneira.
Temos que ser fortes sempre, apesar de tudo...
E saber construir um alicerce seguro e sólido, com a ajuda de pessoas que realmente nos amam, mas, especialmente com a ajuda de nós mesmos...
Somos nós que criamos nossos “céus” e “infernos”...que levantamos depois da queda (sem necessariamente o auxilio de outra pessoa).

Sejamos corajosa, que tudo dará certo no final ;D